terça-feira, 1 de abril de 2008

DAS INTENÇÕES DITAS PERMANENTES ENQUANTO DUREM

Já escrevi que sou o 12º filho de um casal de bravos, donos de uma prole de 14 no total. Desde que passei a me orientar melhor no tempo e no espaço, também passei a não temer as adversidades, mesmo com algumas peles a menos, como meus pais assim o fizeram. Nasci de Madalena meu grande amor em casa, num dia especial (Não tenho anjo. Dizem-me gênio da humanidade!) bem cedinho do mês de outubro. Desde a infância, pelas mãos de algum anjo de nome ZITA, sinto que a vida me queima nas duas pontas, mas nada se acabará com meu fim. No lugar de células e água, devem correr letrinhas nas minhas veias porque cada vez que sangro ou lagrimo, nascem poemas; cada vez que sacudo as heras que o tempo me plantou na pele, vicejam pelo caminho gramíneas que constroem outros poemas e mais poemas. Os dias se passam, nunca em vão, fortalecendo em mim sonhos que nunca envelhecem apesar de o corpo padecer a cada minuto.
Sinto-me com a alma poeticamente jovem!
Os sóis que norteiam esses sonhos me acordam todos os dias bem cedo e me adormecem sempre muito mais tarde também. Isto me impôs o desafio de abrir portas sempre, por isso vou indo pelo mundo sem temê-las. Morri um pouco senti, quando me vi infância sob os escombros de nossa casa em madeira naquele dia...destruída por insetos, foi-se ao chão nossa casa...de quatro quartos (o das meninas, o dos pais com o filho menor, outro de Ângela e outro de Tom – Marrom). Estou frente a mais uma e vou abrí-la.

4 comentários:

George disse...

uito orgulho, honrra e prazer que sou o primeiro a comentar aqui no teu blog. Apesar de último irmão, me faço o primeiro em amor por ti. Tuas palavras são belas e bem escritas, comu tu és. Vou acompanhar sempre, pra mergulhar em momentos que não vivi, mas que, a partir de agora, terão belas cenas na minha imaginação, através de tuas belas palavras.
Abraços
G.Org

Unknown disse...

Márcio, querido
Acho que escrever nossas memórias nos remete a situações,lugares, cheiros que acabam nos transportando de volta sem sair do presente.Sinto seu texto saudoso mas cheio de poesia e positividade, como você é.
Vou passar sempre por aqui.
bjs

Dôra disse...

Apaixonante! Enebriante a viagem pelas tuas palavras. Apaixonada, terna e eternamente. Amo-te em versos, rimas, texto e qualquer contexto.

BILU disse...

Oi "filhão"

É assim mesmo! Cada um tem uma forma especial de passar por alegrias e tristezas...uns falam, uns gritam, outros choram,outros escrevem e tem alguns que conseguem sempre achar um motivo pra rir...Você faz uso do texto com um jeito que é só seu...mágico!
Te amo

Bilu