Acordei com uma vontade entalada na garganta de...abraçar os olhos com os cílios para ver a vida através dos poros... irisar os pêlos só das orelhas à voz azul... pintar o cinza do céu em um blues de Billie para chover azul à tardinha no meu merencórico amor...sair de seda branca de fininho entre as gotas ralas da chuva e compor um batique com os respingos e...depois dançar um batuque em blues etílicos e embriagar-me pelo olfato...fingir-me aceso no escuro...entardecer as horas aos cantos e...encantar-me pelos cantos...desencantar-me cantando...desencontrar-me em contos de réis e rezar o terço em quartos de hora até curtir os mistérios gozosos no quarto...na cama salvar-me rei e no reinado anoitecer plebeu...desencantar-me...desencontra-me cada dia mais cedo.
São Paulo, 28/03/2001 às 4:30h da manhã.
terça-feira, 1 de abril de 2008
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Um comentário:
Márcio,
teus textos me trzem lágrimas aos olhos e me fazem sentir saudade de um não-sei-o-que que ainda queria ter em mim...mas que parece se afastar a cada dia.
Mantenha-se assim todo poesia.
Marina
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