Entre mim e mim, há vastidões bastantes para a navegação dos meus desejos afligidos. Descem pela água minhas naves revestidas de espelhos. Cada lâmina arrisca um olhar, e investiga o elemento que a atinge. Mas, nesta aventura do sonho exposto à correnteza, só recolho o gosto infinito das respostas que não se encontram. Virei-me sobre a minha própria existência, e contemplei-a. Minha virtude era esta errância por mares contraditórios, e este abandono para além da felicidade e da beleza” (Cecília Meireles).
Já escrevi que sou o 12º filho de um casal de bravos, donos de uma prole de 14 no total. Desde que passei a me orientar melhor no tempo e no espaço, também passei a não temer as adversidades, mesmo com algumas peles a menos, como meus pais assim o fizeram. Nascemos de Madalena nosso grande amor. Só Madalena, não! Nome de princesa Eglantina Maria Madalena, Ninita, na infância. Amiga da Laélia, Oscarina e Cleópatra suas colegas, sempre andavam juntas. Onde andarão? Dela sabemos que nasceu sob o signo de Leão no mês de julho de 1927, na cidade de Cametá, a mais cabana das cidades paraenses.
Já escrevi que sou o 12º filho de um casal de bravos, donos de uma prole de 14 no total. Desde que passei a me orientar melhor no tempo e no espaço, também passei a não temer as adversidades, mesmo com algumas peles a menos, como meus pais assim o fizeram. Nascemos de Madalena nosso grande amor. Só Madalena, não! Nome de princesa Eglantina Maria Madalena, Ninita, na infância. Amiga da Laélia, Oscarina e Cleópatra suas colegas, sempre andavam juntas. Onde andarão? Dela sabemos que nasceu sob o signo de Leão no mês de julho de 1927, na cidade de Cametá, a mais cabana das cidades paraenses.
A infância foi pontuada por cuidados maternos que iam dos longos cabelos penteados, em casa, ao estudo da língua francesa, no colégio das freiras. Eglantina, Ninita, com dez anos, perdeu sua mãe, Júlia Amélia, parto difícil de bebê natimorto. Restaram os irmãos mais velhos Francisco e Maria José, e os menores, Expedito e Klinger e, já sem mãe. Klinger principalmente passou a dormir no peito de Ninita, a menina de 10 anos. E quem seria agora a mãe de Ninita para que ela fosse a mãe dos pequeninos senão a mãe do céu, a interventora de toda a esperança, porta do céu, rainha dos homens...
A menina de grandes olhos e pernas bem feitas foi interna no colégio das freiras, o INSA de Cametá - Instituto Nossa Senhora Auxiliadora. Lá se podia dizer Je vous salue, Marie, pleine de grace, priez pour nous, pauvres pêcheurs ... lá Le Seigner est avec vous ...e Marie era sempre a notre dame. (SALOMÃO LAREDO – escritor, a Dôra vai ver os arquivos de Cametá). Lá, a menina se fez mocinha, uma Ninita, quieta, tranqüila, fervorosa, coração e mente partilhado entre o céu, a Igreja e a terra, a casa onde não mais havia “mamãe”... Como não pensar em ser freira, em não se entregar a Jesus e a Maria como sua filha mais obediente e confiante?
Os planos de Deus ah, os planos de Deus: o certo e o torto pelas linhas tortas e certas trouxe-lhe um amor, um amor pra mais de 53 anos de vida comum, um amor para atravessar muitas maresias...onde? Ali, na casa do pai da segunda esposa de seu pai...D. Ormina Nery, filha do Filo Nery, onde seu pai, velho Pompeu, arigó malino, resolveu se casar pela segunda vez...desta feita em Abaetetuba. Em Cametá, ele fizera a vida, Pompeu dos Santos Reis Machado, paraibano, arigó malino, comerciante rico estabelecido nas primeiras ruas de Cametá, que já caíram ao remexer de Cobra Norato como o quer o imaginário amazônico...
Mais seis anos do segundo casamento de seu pai, Ninita se casou, aos 17 anos, na cidade de Abaetetuba, na tarde de 25 de dezembro de 1944. O que era casamento? Não, ela não tinha certeza ainda de nada, não sabia o que era casar e por isso chorou, quase não saiu do quarto para a cerimônia religiosa. Mas como falei “eram os planos de Deus”, seu noivo era o viajante Heitor do Carmo que a escolheu pelo belo par de pernas pelas quais se apaixonou. Ele sempre comentava, eram lindas as pernas da Ninita. A cerimônia religiosa aconteceu, na residência do padrinho Sr.Romeu Quaresma, uma casa de madeira da Pedro II, quase pegada à residência de Chiquinho e Lucinézia Paes e, a civil, no Cartório da Praça da Bandeira. Passou a chamar-se então, Eglantina Maria Madalena Maués suprimindo seu sobrenome de origem Leão Machado e, formando, a partir daí uma árvore que segurou todos os ventos fortes e as intempéries, durante 53 anos.
A menina de grandes olhos e pernas bem feitas foi interna no colégio das freiras, o INSA de Cametá - Instituto Nossa Senhora Auxiliadora. Lá se podia dizer Je vous salue, Marie, pleine de grace, priez pour nous, pauvres pêcheurs ... lá Le Seigner est avec vous ...e Marie era sempre a notre dame. (SALOMÃO LAREDO – escritor, a Dôra vai ver os arquivos de Cametá). Lá, a menina se fez mocinha, uma Ninita, quieta, tranqüila, fervorosa, coração e mente partilhado entre o céu, a Igreja e a terra, a casa onde não mais havia “mamãe”... Como não pensar em ser freira, em não se entregar a Jesus e a Maria como sua filha mais obediente e confiante?
Os planos de Deus ah, os planos de Deus: o certo e o torto pelas linhas tortas e certas trouxe-lhe um amor, um amor pra mais de 53 anos de vida comum, um amor para atravessar muitas maresias...onde? Ali, na casa do pai da segunda esposa de seu pai...D. Ormina Nery, filha do Filo Nery, onde seu pai, velho Pompeu, arigó malino, resolveu se casar pela segunda vez...desta feita em Abaetetuba. Em Cametá, ele fizera a vida, Pompeu dos Santos Reis Machado, paraibano, arigó malino, comerciante rico estabelecido nas primeiras ruas de Cametá, que já caíram ao remexer de Cobra Norato como o quer o imaginário amazônico...
Mais seis anos do segundo casamento de seu pai, Ninita se casou, aos 17 anos, na cidade de Abaetetuba, na tarde de 25 de dezembro de 1944. O que era casamento? Não, ela não tinha certeza ainda de nada, não sabia o que era casar e por isso chorou, quase não saiu do quarto para a cerimônia religiosa. Mas como falei “eram os planos de Deus”, seu noivo era o viajante Heitor do Carmo que a escolheu pelo belo par de pernas pelas quais se apaixonou. Ele sempre comentava, eram lindas as pernas da Ninita. A cerimônia religiosa aconteceu, na residência do padrinho Sr.Romeu Quaresma, uma casa de madeira da Pedro II, quase pegada à residência de Chiquinho e Lucinézia Paes e, a civil, no Cartório da Praça da Bandeira. Passou a chamar-se então, Eglantina Maria Madalena Maués suprimindo seu sobrenome de origem Leão Machado e, formando, a partir daí uma árvore que segurou todos os ventos fortes e as intempéries, durante 53 anos.
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2 comentários:
Alguém tinha que tomar iniciativa de registrar história mais que verdadeira. Que bom que foi você!!!parabéns
Bilu e demais inhas e inhos, sei que o texto é longo. Mas desmembrá-lo seria muito difícil. Este é um começo que espero que todos interferiram de alguma forma, com suas próprias experiências. Abs
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