
Como se parte nesta vida a vida. Partes-se em pétalas de rosas numa brincadeira de bem e mal me quer, parte-se em mil ondas a partir de um ponto na água, parte-se em rios, lagos, braços e abraços de rios. Parte-se em dores na carne sentida por rios de quimioterapia. Parte-se em filetes nervosos que se radiculam do disco à polpa digital. Parte-se em Anas – que sempre se abrem em sorrisos de Cristinas cristalinas, Luísas de luzes, Cláudias de harmonia, em Roses – rosas que e partem no mar, em Claras que abrem as neves e as gotas da chuva. Enfim, morrem sobre a terra e sob a Terra alimentarão bons frutos para manter sempre acesas as chamas da vida.
Romantic, eu passava horas no cemitério de Abaetetuba no meio de minha adolescência. Em silêncio buscava alguns sons que toda aquela terra adormecia em silêncio. Fiz isso em São Paulo também e não encontrei nenhum silêncio. Acho então que é o território-afeto que mais nos silencia. Silêncio em Max. Max silenciou... “não é a ilha”, “não é a praia”. “É o mar, a outra margem”.
Romantic, eu passava horas no cemitério de Abaetetuba no meio de minha adolescência. Em silêncio buscava alguns sons que toda aquela terra adormecia em silêncio. Fiz isso em São Paulo também e não encontrei nenhum silêncio. Acho então que é o território-afeto que mais nos silencia. Silêncio em Max. Max silenciou... “não é a ilha”, “não é a praia”. “É o mar, a outra margem”.
Um comentário:
"não é a ilha", "não é a praia" é o mar cio que desfila pelas letras com tanta sede.
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