sábado, 25 de abril de 2009


Um sopro de agulhas espeta-nos ao tempo hoje com os estiletes-grito. Lágrimas, não se petrificam mais e, até nem brotam. Talvez seja o mau jeito nosso com o inverno. Os nervos esticam-se como se quisessem voar. Pássaros descortinam a manhã sob sombras que se descobrem aos pedaços em direção alguma sobre a mesa. Tente fisgar com anzól de letrinhas, palavras que sejam gotas sem sossego sob nossas/minha língua à esquerda da história real. Sobra-se este texto ondulante, quase submerso aos olhos arregalados de mais um dia líquido, onde tente lançar iscas de ouro aos peixes da juventude. E isso você sabe, as reticências sinalizam a existência plena da superfície. Ouça, os uivos sob sua pele estarei sempre lá.

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