sexta-feira, 20 de março de 2009
A 6 GRAUS DE SEPARAÇÃO
Em algum lugar-ponto das fronteiras entre nós há um olhar, há um sol sempre brilhando, no entanto quando se levanta sobre o mar, nos debruçamos no centro do mundo para saudar a frágil vegetação da tundra que agora cobre nossos sentimentos tão antigos. O telhado do mundo parece agora permanentemente congelado por milênios e milênios de pura solidão? Talvez o mais profundo lago de saudades se oculte junto com mais de um milhão de outros em tons velozes que desejam locomover-se em ritmo mais lento, claro e transparente como o cristal majestoso, santo de tanto pranto, que está em nossas mãos: o amor. O norte disso tudo ainda congela, onde rios estão desviados no peito e pântanos drenados há muitas gerações num mar de pesados agasalhos de nossos pais? Onde estás agora que pareces não me ouvir? Sob as seis camadas de desolação? A primeira dormente. A segunda indolente. A terceira imberbe. A quarta se despede. A quinta não se mostra. A sexta dobra a esquina e se continua para sempre. Se chorasses agora por mim talvez meu peito o fizesse também por ti. Por quem o tempo choraria sem nossos por perto? Só a eternidade que nos persegue em ideário dirá.
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